segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Brasil sobe em ranking de tecnologia, mas escassez de talentos preocupa
O Brasil avançou no setor de tecnologia da informação, mas poderia ter crescido mais não fossem entraves como burocracia e déficit de especialistas, segundo um ranking realizado pela Economist Intelligence Unit, o braço de pesquisa e análises da revista The Economist.
Galgando posições
Os investimentos em pesquisas e em infraestrutura ajudaram o país a galgar uma posição em relação a 2009, ocupando agora a 39ª posição no índice.No ranking, que mede principalmente a competitividade no setor de tecnologia da informação, o Brasil está imediatamente atrás da China e muito à frente de outros países da América Latina, com exceção do Chile, que é o líder regional.
"O crescimento da pontuação brasileira na categoria 'pesquisa e desenvolvimento' foi a maior responsável tanto pela evolução na pontuação geral do Brasil, como em sua posição no ranking", disse à BBC Brasil o diretor da BSA no Brasil, Frank Caramuru.
O país ocupa agora o primeiro lugar entre os países da América Latina neste quesito, que tem peso maior na pontuação e avalia investimentos públicos e privados, além do número de patentes e valor recebido por royalties em relação ao número de habitantes.Segundo Caramuru, a nota brasileira saltou de 1,6 na primeira edição do estudo em 2007 para 21,2 na edição deste ano.
Crise de talentos
Alguns itens da categoria "capital humano" também ajudaram a impulsionar a posição brasileira. O número de formandos nas áreas de ciências e engenharia aumentaram, levando o país a ocupar o 8º lugar nessa classificação.
No entanto, o Brasil permaneceu estagnado no que diz respeito à qualidade de habilidades tecnológicas, gerando temores sobre a escassez de profissionais de tecnologia da informação (TI) qualificados para atender a demanda.
FeTRAM: memória não-volátil consome 99% menos energia
Leitura não-destrutiva
Combinando nanofios de silício e um plástico ferroelétrico, pesquisadores desenvolveram um novo tipo de memória de computador.
Como acontece com todos os novos tipos de memória de computador, este promete ser mais rápido e consumir menos energia - com a vantagem de não perder os dados quando o computador é desligado.
De fato, seu projeto é mais simples, o que torna possível consumir muito menos energia.
A nova memória é bastante similar às já bem conhecidas memórias ferroelétricas, ou FeRAMs.
Sua grande vantagem é que a informação armazenada no material ferroelétrico pode ser lida de forma não-destrutiva - a leitura não destrói o dado.
Com isto, torna-se possível armazenar o dado usando um transístor ferroelétrico, em vez de um capacitor, como nas atuais FeRAMs.
Células solares flexíveis batem dois recordes de eficiência
Células solares CIGS
Pesquisadores do laboratório suíço EMPA bateram um novo recorde de eficiência em suas células solares CIGS.
CIGS é uma sigla formada pela iniciais de cobre, índio, gálio e selênio (na verdade um disselento), os materiais usados na construção da célula solar.Este tipo de célula pode ser fabricado em filmes plásticos e até por impressão jato de tinta.
A menor eficiência das células solares CIGS - em relação às células fotovoltaicas de silício - deve-se principalmente à baixa temperatura que deve ser usada para que elas sejam aplicadas sobre o plástico.
Os pesquisadores suíços, que trabalham tanto com substratos plásticos quanto de vidro, conseguiram baixar a temperatura ótima para a deposição sem perder eficiência.
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