terça-feira, 18 de outubro de 2011
e-Ciência pode construir arca digital para enfrentar dilúvio de dados
Dilúvio de dados
Quando construiu a sua arca, o herói bíblico Noé já se preparou para a preservação das espécies.
Mas e a sociedade atual, como fazer para sobreviver ao "dilúvio de dados"?
A questão foi colocada pela professora Cláudia Bauzer Medeiros, da Unicamp, que apresentou os resultados de suas pesquisas sobre a chamada "era da e-ciência", a ciência na era da informática, marcada não mais por uma enxurrada, mas por um verdadeiro dilúvio de dados.
"É tanta informação que não conseguimos selecionar direito. Inclusive acabamos confiando em motores de buscas que vão nos retornar resultados que talvez não sejam os melhores. Isso porque eles vão retornar aquilo que, estatisticamente, os outros buscam mais," afirmou Cláudia.
Segundo Cláudia, a sociedade atual está "assoberbada com dados que vêm de todos os lugares, relacionados a instrumentos, experimentos, pessoas e rede sociais".
A pesquisadora cita os exemplos mais comuns de duas redes sociais: o site Flickr, segundo ela, possui cerca de 7 milhões de imagens compartilhadas em uma espécie de rede social visual; e o Facebook, outra rede social, conta com mais de 200 milhões de usuários e 70 traduções.
O mesmo ocorre na ciência, onde os pesquisadores já concordam que dificilmente alguém conseguirá analisar todos os dados coletados pelos experimentos científicos em andamento.
Então, para a pesquisadora, o desafio que se coloca é como construir uma arca para sobreviver a esse dilúvio digital.
Tapete voador flutua sem usar mágica
Transporte sem rodas
Cientistas da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, criaram o primeiro tapete voador autêntico.
Por enquanto, ele não seria capaz de levar ninguém em um passeio pelas arábias, já que tem o tamanho aproximado de um envelope.
Mas Noah Jafferis e seus colegas afirmam que sua criação pode ser o princípio de uma nova forma de transporte sem rodas.
Os cientistas estão pensando nos hovercrafts, ou aerodeslizadores, veículos que flutuam sobre um colchão de ar.
O tapete voador tem 10 centímetros, é transparente e é movido por ondulações de alta frequência em sua superfície.
As ondulações são geradas por fitas piezoelétricas que ondulam sob a ação de uma corrente elétrica.
Essas ondulações "aprisionam" o ar embaixo do tapete voador, carregando essas "bolsas de ar" da parte frontal para a parte traseira do tapete, promovendo a sustentação do material.
"Nós usamos atuadores piezoelétricos e sensores para demonstrar a força propulsora produzida por ondas controláveis viajando em uma folha fina de plástico suspensa no ar acima de uma superfície plana," escrevem os pesquisadores.
Isto mostra que o termo "voador" também precisa ser visto com cautela, uma vez que o tapete voador do Dr. Jafferis se parece mais com um aerodeslizador, que usa um colchão de ar para se manter a alguns centímetros acima da superfície.
Freio wireless para bicicleta: vêm aí ABS e EBD
Freio sem fios
Um engenheiro alemão construiu um freio wireless para bicicletas que não é apenas extremamente eficiente, mas também virtualmente à prova de falhas.
Enquanto o conceito de "drive-by-wire" é antigo quando se trata de automóveis - quando os cabos de acionamento são substituídos por fios - a ideia é mais recente no caso das bicicletas.
Mas o professor Holger Hermanns, da Universidade de Saarland, achou que já dava para eliminar também os fios, e resolveu criar o freio wireless - portanto, uma geração à frente do drive-by-wire.
Para isso, além do desafio técnico de construir o próprio freio, ele teve que se preocupar com uma questão fundamental: a segurança.
Usando sistemas de controle eletrônico e replicando os circuitos, o pesquisador afirma ter atingido um nível de segurança de 99,999999999997%.
Com tantos noves, é muitíssimo mais fácil ser atingido por um meteorito do que sofrer um acidente com a magrela por uma falha nos freios - em cada 1 trilhão de brecadas, haverá três falhas.
"Não é perfeito, mas é aceitável," diz o engenheiro.
No freio wireless não há nem mesmo uma alavanca de freio: tudo o que ciclista precisa fazer é apertar a manopla de borracha que recobre o guidão.
Sensores de pressão embutidos no plástico detectam a pressão e enviam o sinal - quanto maior é a pressão, mais forte será a brecada.
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