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terça-feira, 2 de julho de 2013

Projeto coleta óleo de cozinha usado para produzir biocombustível para a Copa de 2014



Foi inaugurado o programa Bioplanet que tem como objetivo coletar óleo de cozinha usado para ser transformado em biodiesel. O combustível resultante será usado durante a Copa de 2014.
Com a previsão de produção de 25 milhões de litros de biodiesel até o evento, a iniciativa começa no Rio de Janeiro e o lançamento nas demais cidades que receberão a Copa e a Copa das Confederações acontecerá nos próximos dois meses.
Estão previstas a constituição de 40 Arranjos Produtivos Locais (APL) nas cidades sedes e centros de treinamento da Copa para a produção, promoção e uso de biodiesel a partir de óleos e gorduras residuais (OGR) – óleo de cozinha usado. Objetivo é de que em 2014 esse biocombustível seja usado nos carros que transportarão as delegações oficiais durante a Copa.
“O Bioplanet vai mobilizar três milhões de estudantes nacionalmente, prevê a inclusão produtiva de dez mil catadores de materiais recicláveis e é uma marca de sustentabilidade para Copa do Mundo”, explica Vinícius Puhl, um dos coordenadores do projeto, que é fruto de uma parceria entre o Governo Nacional e a Ambev.
“A produção do biodiesel é essencial para o planeta e tornou-se inadiável. Essa iniciativa visa o futuro e também contribuirá no fortalecimento das cooperativas de catadores e reciclagem”, destaca o ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto.
Um estudo recente da Casa Civil identificou que no Brasil é descartado indevidamente 1, 4 bilhão de litros óleo de cozinha usado. O resíduo vai para o ralo da pia em 50 milhões de residências e pequenos estabelecimentos do ramo da alimentação.“Se você fizer a seguinte relação: um litro de óleo contamina até 25 mil litros de água e se você recolhe mil litros, olha o beneficio ambiental que se gera só na questão da preservação da água. Agora na questão do Biodiesel, se você misturar 20% do biodiesel ao óleo diesel do veículo, você terá uma redução de 60% na emissão dos gases poluentes. Em termos de ganho ambiental, esse projeto tem números grandiosos”