quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Trojan criado pelo governo alemão resulta em escândalo político
A descoberta pelo Chaos Computer Club (CCC), maior clube de hackers da Europa, de que a polícia alemã havia desenvolvido um trojan para espionar criminosos em potencial, resultou em um verdadeiro escândalo político no país. Embora a chanceler Angela Merkel insista que o malware registrava apenas comunicações, o CCC detectou que o programa tinha outras funções muito mais poderosas.
O malware desenvolvido pelo governo alemão, batizado como Quellen-TKÜ, não só era capaz de capturar os dados recebidos e enviados pelo computador infectado, como abria uma porta para o upload de arquivos e o controle remoto da máquina. A notícia mais preocupante é o fato de que tais brechas podiam ser exploradas não só pelas autoridades policiais, estando abertas para qualquer hacker com o conhecimento necessário.
Outro fator alarmante é o fato de que o governo desenvolveu a ferramenta ignorando a constituição do país, que proíbe terminantemente a criação de malwares espiões. Segundo o CCC, o programa foi tão mal desenvolvido que não há qualquer tipo de barreira que impeça as autoridades policiais de usá-lo como uma forma de plantar evidências ou apagar arquivos de um computador, situação capaz de comprometer legalmente qualquer espécie de investigação.
O governo alemão alega que o Quellen-TKÜ só foi usado para espionar indivíduos com alto graude periculosidade, afirmando que as autoridades se limitaram a registrar as comunicações suspeitas realizadas pelos alvos vigiados. Segundo a Wired, o malware pode ter sido originado em 2007, ano em que representantes do estado da Bavaria se aproximaram do FBI para estudar as técnicas de espionagem do governo norte-americano.
Os líderes do Partido Pirata da Alemanha, que tiveram seus servidores apreendidos pelo governo do país há quatro meses, afirmaram que “não há maneira possível de o governo ter instalado um trojan que siga requisitos legais”. Segundo Sebastian Nerz, representante do partido, as revelações feitas pelo CCC mostram que ou o governo alemão é muito ingênuo, ou houve a intenção clara de ferir a constituição.
Brasil é a terceira maior fonte de spam do mundo
Sua caixa de entrada de emails sofre com mensagens indesejadas? A de quase todo mundo também passa por isso. E se você culpava somente os norte-americanos, precisa saber que o Brasil está em terceiro lugar no ranking de países que mais enviam spam. A informação é da AVG Technologies (empresa responsável pelo antivírus AVG), que divulgou um relatório sobre o tema.
Para ocupar a terceira colocação nessa lista, o Brasil foi fonte de 5,41% de todas as mensagens enviadas no mundo. Na frente do país estão a Índia (que atingiu a marca de 5,48%) e os Estados Unidos (com 35,11%). No mesmo relatório, a AVG Technologies informou os idiomas que mais são utilizados para spams. Inglês (68,45%), Idioma não identificado (18,56%) e Português (2,27%) estão no topo da lista.
Programador da Google diz que Google+ é uma cópia mal feita do Facebook
É verdade que o Google+ possui bastante usuários, mas ainda falta muito para a rede social da Google se igualar ao Facebook. Enquanto alguns torcem para que essa data chegue, outros afirmam que isso jamais acontecerá. E não são apenas os usuários, pois até mesmo funcionários da Google já disseram que o Plus não agrada.
Steve Yegge, engenheiro de software da Google, afirmou em seu blog que o Google+ não passa de uma cópia mal feita do Facebook. Ele ainda chama o sistema de “reação desesperada”, referindo-se ao desejo da Google de reconquistar os usuários que perdeu para a rede de Mark Zuckerberg. Um dos trechos mais fortes do texto pode ser visto a seguir (o texto completo, em inglês, pode ser acessado pelo site Minyanville):
“Our Google+ team took a look at the aftermarket and said: ‘Gosh, it looks like we need some games. Let’s go contract someone to, um, write some games for us.’ Do you begin to see how incredibly wrong that thinking is now? The problem is that we are trying to predict what people want and deliver it for them.”
Em tradução livre: “Nossa equipe do Google+ deu uma olhada no mercado e disse: ‘Nossa, parece que nós precisamos de games. Vamos contratar alguém para, hmm, fazer alguns games para nós.’ Vocês conseguem ver o quanto isso é incrivelmente errado? O problema é que nós estamos tentando profetizar o que as pessoas vão querer e então entregamos isso para elas.”
Isso mostra que Yegge não está contente com as tentativas da Google em impor necessidades aos usuários. Segundo o próprio programador, o texto não deveria ter sido publicado, pois a intenção dele era apenas mostrar seu descontentamento com o Google+ para os seus colegas de trabalho.
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