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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Empresa lança mouse que funciona também como scanner




A LG apresentou durante a CES 2011 o LSM-100, um mouse que também é capaz de escanear as informações de que você precisa. A parte de baixo do periférico possui uma película equipada com cinco iluminações LED, para que a câmera copie a imagem refletida no espelho interno.

Para iniciar o scanner, basta clicar no botão lateral do mouse (que funciona em Windows ou em Macs) e passear com o aparelho pela imagem. Ele ativa o software e mostra a área a ser escaneada, trazendo-a para a tela do computador.

Graças a dois lasers localizados na parte de cima e de baixo do LSM-100, você é capaz de rotacionar o mouse em qualquer direção que ele irá capturar de forma correta a imagem de uma fotografia ou um texto qualquer, que pode ser modificado em um editor de textos.

O software que acompanha o aparelho também permite edições básicas, que melhoram a captura do scanner. O mouse salva as imagens em formatos JPEG, TIFF, PDF e PNG, que podem ser exportados para as redes sociais.

Mas como não apenas de scanner vive um usuário, o mouse também pode ser usado regularmente, e traz botão scroll e botões direto, esquerdo e central. Ainda não há informações sobre preço e datas para venda para os usuários

Hollywood prepara o enterro definitivo do DVD




A pirataria e o consumo de cinema on line dobraram os estúdios de Hollywood que, de má vontade, preparam o lançamento de uma plataforma para a distribuição de filmes pela internet em detrimento do decadente DVD.Fox, Paramount, Sony, Universal e Warner lideram um consórcio de empresas tecnológicas e audiovisuais denominado Digital Entertainment Content Ecosystem (DECE), nascido para discutir a transição do setor do entretenimento do universo rígido dos suportes físicos à flexibilidade do mundo digital.

A resposta de Hollywood ao desafio de internet se chamará UltraViolet e nascerá em meados deste ano, primeiro nos Estados Unidos e depois no Reino Unido e no Canadá, sem que se saiba ainda quando estará disponível em outros países.
Mais que filmes ou programas de televisão em si mesmos, esta plataforma venderá ao usuário uma série de licenças que lhe darão direito de ver os conteúdos que adquirir, que estarão hospedados na nuvem e serão acessíveis a partir de dispositivos conectados à internet.

O comprador poderá também descarregar os filmes, armazená-los no suporte que desejar e fazer cópias sem custo adicional, apesar de o UltraViolet só autorizar um máximo de 12 dispositivos para os clientes, ou seja, o usuário unicamente poderá desfrutar de sua videoteca nos aparelhos que informar ao sistema.Uma medida que limita a liberdade de desfrutar dos conteúdos e com a qual se pretende dificultar a pirataria. Todo o software associado ao UltraViolet trará incorporado um sistema de proteção para impedir seu uso ilegítimo.

A princípio está previsto que o UltraViolet permita que até seis pessoas associem suas contas de cliente e compartilhem conteúdos de forma legal.O consórcio DECE, integrado também por multinacionais como Microsoft, IBM, Nokia, Intel, Motorola e Samsung, anunciou a chegada do UltraViolet no marco da maior feira internacional da eletrônica, a Consumer Electronics Show (CES), encerrada neste domingo em Las Vegas, em Nevada.

A ideia dessas companhias é criar um formato padrão para a distribuição digital de conteúdos, como aconteceu então com a fita de VHS, o DVD ou mais recentemente com o Blu-ray, embora nem todos os grandes nomes do setor apeoiem a iniciativa.Os estúdios Disney e a Apple, cujo diretor-executivo Steve Jobs é um importante acionista da empresa do Mickey, decidiram adotar suas próprias estratégias. A Disney tem um projeto chamado Keychest com características parecidas ao UltraViolet.

A indústria do cinema se viu forçada a tomar estas medidas após se negar durante um tempo a assumir uma mudança de tendência no consumo de cinema em casa, com a esperança de que a queda das vendas do lucrativo negócio do DVD fosse um episódio passageiro, ou se conseguisse pôr fim à pirataria pela internet.

A realidade é que a comercialização de DVD continuou caindo durante 2010, com baixa de vendas de 16% nos EUA em relação ao ano anterior.Esta trajetória decadente, que em 2009 foi inclusive mais pronunciada com queda de 17%, começou em meados da década passada e já parece irreversível, apesar de que em termos absolutos o DVD continue arrecadando mais de US$ 8 bilhões ao ano.

A venda de filmes na internet é outra vertente. Embora os catálogos de filmes online ainda sejam reduzidos, o negócio cresceu 17% em 2010 nos EUA até superar os US$ 680 milhões, enquanto a receita da televisão a cabo pelo aluguel de filmes subiu 21%, para US$ 1,8 bilhão.

O UltraViolet é o primeiro grande passo de Hollywood para enterrar o DVD, algo que no entanto não teria que representar o final dos suportes físicos. Segundo dados do Digital Entertainment Group, a receita com a venda de Blu-ray, formato de maior qualidade e preço que o DVD, aumentou em 2010 53% nos EUA, para US% 2,3 bilhões, um sintoma claro de que os espectadores continuam gostando de comprar cinema enlatado.

Ilha será 'movida' a óleo de coco e luz solar até 2012




Óleo de coco e luz solar serão as duas fontes renováveis de energia para a produção de toda a eletricidade da ilha de Tokelau, na Nova Zelândia. O sol será responsável por 93% do total, e o restante virá dos frutos dos coqueiros. A ilha no sul do Pacífico deve atingir o patamar totalmente sustentável até a metade de 2012, segundo o líder local Foua Toloa. Automóveis e alguns dispositivos de cozinha ainda usarão combustível de origem fóssil. As informações são da NewScientist.

A ilha de Tokelau, composta por três atóis, abriga 1,5 mil pessoas e consome cerca de 600 litros de combustível fóssil por dia atualmente - sendo esta a principal origem da energia elétrica do local. Querosene, gasolina e gás natural vêm da Nova Zelândia.

No meio do próximo ano, a ideia é que cada atol tenha uma usina de energia solar, com baterias para armazenar a eletricidade gerada durante o dia para o consumo durante a noite. Para suprir a demanda em momentos de alto consumo ou em períodos nublados, um gerador movido a óleo de coco será usado para abastecer as residências e recarregar as baterias do conjunto solar.

A área ocupada pelos painéis fotovoltaicos em cada atol deve ser de cerca de 200 metros quadrados, de acordo com Christopher Dey, da Universidade de Sidney, na Austrália. Quanto ao óleo vegetal, serão necessários 20 a 30 litros por dia, o equivalente a cerca de 200 cocos, segundo o estudo de viabilidade realizado pela Empower Consultoria, da Nova Zelândia. A empresa afirma que a quantidade torna o processo sustentável, considerando a presença abundante do fruto na região.

A ilha de Tokelau não será a primeira a ser 100% verde em termos de produção de energia. Em 2007, a ilha de Samso, na Dinamarca, se tornou a primeira a suprir sua demanda energética exclusivamente a partir de recursos renováveis. Com área duas vezes superior à de Manhattan, onde fica uma parte da cidade de Nova York, nos Estados Unidos, a energia do local vem majoritariamente de usinas eólicas, que produzem 100 milhões de quilowatts hora por ano.

Os atóis neozelandeses também não mão são os únicos tentando atingir o patamar de sustentabilidade. El Hierro, a menor ilha das Canárias, na Espanha, que abriga 11 mil pessoas, também quer que toda a sua energia venha de fontes renováveis. A expectativa da região espanhola é atingir o objetivo até o final de 2011