quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Super pele artificial supera sensibilidade da pele humana
A equipe da Dra. Zhenan Bao, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, está desenvolvendo uma nova classe de pele eletrônica ultra-sensível.
Segundo a Dra. Bao, seu objetivo é criar uma "super pele", um tecido eletrônico flexível que supere as capacidade sensoriais da pele humana.
Super pele eletrônica
A pele eletrônica é totalmente flexível e capaz de "sentir" o toque, a luz e detectar compostos químicos e biológicos.
Sua alimentação é feita por um novo tipo de célula solar igualmente flexível, que pode ser incorporada na própria pele artificial, abrindo caminho para seu uso não apenas na robótica, mas também em próteses, membros artificiais e até em roupas.
"Com uma pele artificial, podemos incorporar basicamente qualquer função que desejarmos," disse a Dra. Bao. "É por isso que eu chamo de nossa pele eletrônica de super pele. Ela é muito mais do que aquilo que nós pensamos quando nos lembramos da pele normal."
Super sensibilidade
A base para a pele artificial é um transístor orgânico flexível criado pela equipe há alguns anos, feito com polímeros flexíveis e materiais à base de carbono. No atual estágio, a equipe já descobriu como fabricar seu transístor com materiais totalmente biodegradáveis.
Para permitir a detecção de toque, o transístor contém uma camada fina e altamente elástica de borracha, moldada em uma estrutura de pequenas pirâmides invertidas.
Quando pressionada, esta camada muda de espessura, o que altera o fluxo de corrente através do transístor.
Os sensores têm de algumas centenas de milhares até 25 milhões de pirâmides por centímetro quadrado - a quantidade é determinada pelo nível desejado de sensibilidade.
Para funcionar como um sensor biológico ou químico, a superfície do transístor tem de ser revestida com uma outra molécula, à qual o composto a ser detectado irá se ligar quando entrar em contato com a pele eletrônica. A camada de revestimento com essa outra molécula só precisa ter um nanômetro ou dois de espessura.
"Dependendo do tipo de material que colocamos sobre os sensores e como nós modificamos o material semicondutor do transístor, podemos ajustar os sensores para que eles detectem materiais químicos ou biológicos", disse ela.
Os testes mostraram que a pele artificial é capaz de detectar até mesmo um certo tipo de molécula de DNA.
Os pesquisadores agora estão trabalhando na ampliação da técnica para a detecção de proteínas, criando um material que poderá ser útil para fins médicos
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