Redução do gás metano produzido
por ovinos é o primeiro resultado do convênio entre o Programa de Pós-Graduação
do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena/USP) e a Universidade de
Alexandria, no Egito. A pesquisa foi desenvolvida por Yosra Ahmed Soltan, no
doutorado realizado no Laboratório de Nutrição Animal do Cena. A egípcia
estudou a inclusão de leucena (planta rica em tanino) na dieta dos animais,
tendo em vista que a substância tem a capacidade de diminuir a produção do gás
nos animais ruminantes.
A
utilização de um terço da planta na alimentação diária resultou numa diminuição
de 14% do gás produzido. Para o professor do Cena e orientador do trabalho,
Adibe Luiz Abdalla, esse resultado é bastante significativo.
"Pesquisadores do mundo buscam soluções para diminuir a emissão de metano
por animais ruminantes", explica.
A
preocupação com isso está associada ao fato de que o metano é um gás 20 vezes
mais potente do que o dióxido de carbono (CO2) no processo do efeito estufa, e
de que parcela significativa de sua presença na atmosfera pode ser atribuída
aos ruminantes (cerca de 15%). O Laboratório de Nutrição Animal do Cena tem
tradição nesta área de estudo, principalmente na utilização de plantas
taniníferas na alimentação dos animais.
"Temos
resultados igualmente promissores em experimentos com ovelhas da raça Santa
Inês que, quando alimentadas com sansão-do-campo (planta que também é muito
rica em tanino), são obtidos efeitos semelhantes". Tese defendida, a
seguir Yosra testará os métodos desenvolvidos em Piracicaba na Universidade de
Alexandria. "Temos leucena também no Egito. Levaremos daqui a tecnologia
das câmaras de trocas de gases para colhermos o metano emitido pelo rebanho de
lá", informa.
Segundo
o professor Sobhy Sallam, do Departamento de Produção Animal da
Faculdade de Agricultura da Universidade de Alexandria,há outros alunos egípcios interessados nesse intercâmbio científico entre as duas instituições. "Também estamos negociando a ida de alunos daqui para o Egito", afirma Sallam. O trabalho de Yosra foi financiado pela Academia de Ciências para o Desenvolvimento Mundial (TWAS) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Faculdade de Agricultura da Universidade de Alexandria,há outros alunos egípcios interessados nesse intercâmbio científico entre as duas instituições. "Também estamos negociando a ida de alunos daqui para o Egito", afirma Sallam. O trabalho de Yosra foi financiado pela Academia de Ciências para o Desenvolvimento Mundial (TWAS) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).


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